Sodré é enterrado com honras de chefe de Estado
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terça-feira, 14 de setembro de 1999
Por Fausto Macedo 
São Paulo, 15 (AE) - O ex-governador de São Paulo e ex-ministro das Relações Exteriores no governo do ex-presidente José Sarney (PMDB), Roberto Costa de Abreu Sodré, que tinha 81 anos, foi sepultado hoje, às 17 horas, no Cemitério da Consolação, na capital paulista, com honras de chefe de Estado. Cerca de cem pessoas - familiares, na maioria - assistiram à cerimônia. As duas filhas, Maria do Carmo e Ana Maria, netos (Sodré deixou sete), amigos e alguns políticos (Sarney, o ex-prefeito Paulo Maluf e o vice-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin Filho) acompanharam o corpo até o jazigo da família. A viúva, Maria Melão de Abreu Sodré, muito abalada, não foi ao enterro.
Sodré havia sido internado no Hospital Sírio-Libanês na sexta-feira (10). Morreu no fim da noite de ontem (14). Boletim divulgado pelo hospital informou que ele foi vítima de insuficiência respiratória, agravada por fibrose pulmonar crônica.
O corpo de Sodré foi velado no Palácio dos Bandeirantes, desde 9 horas. Cadetes da Academia Militar do Barro Branco revezaram-se na guarda do corpo, até o instante em que padre Mário Benedito Calazans celebrou a bênção. Durante sete horas, o saguão monumental da sede do governo paulista abrigou deputados, senadores, secretários de Estado, ex-governadores, empresários, o governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), e velhos admiradores.
Todos falaram do democrata, homem incansável, preocupado com a área social e os rumos do País. Maria do Carmo definiu o pai como "uma pessoa sempre muito trabalhadora, disciplinadíssima". O padre abençoou "um cidadão que, durante 60 anos, serviu à pátria com denodo e raro patriotismo".
Às 16 horas, o corpo - coberto de flores e pela bandeira de São Paulo - foi colocado no alto de um caminhão do Corpo de Bombeiros e foi levado para o cemitério. O cortejo desceu a Avenida Morumbi, seguiu pela Francisco Morato e saiu na Eusébio Matoso. Depois, avançou pela Rebouças e chegou à Consolação. Na entrada do cemitério, homens do Batalhão de Choque Humaitá receberam-no com salva de tiros.


