Rio - O procurador da República em Campos (município no norte do Estado do Rio), Eduardo Santos de Oliveira, denunciou os sócios e ex-sócios das empresas Florestal Cataguazes, Indústria Cataguases de Papel e Iberpar Empreendimentos e Participações como responsáveis pelo acidente ambiental causado pelo despejo de 1,2 bilhão de litros de resíduos tóxicos, em março, nos rios Pomba e o Paraíba do Sul.
Caso a Justiça aceite a denúncia, os réus poderão ser condenados a até nove anos de prisão. O acidente ocorreu em Cataguases (MG). O despejo atingiu municípios do Estado do Rio. A denúncia foi encaminhada ao juiz Marcelo Luzio, da 1 Vara Federal de Campos. Anteriormente, o juiz havia determinado a prisão preventiva dos sócios Felix Luís Santana Arenciba e João Gregório do Bem, soltos em decorrência de um habeas corpus obtido na segunda instância do Judiciário. ''A população ribeirinha até hoje sofre as consequências'', disse o promotor.
Além de Santana e de Bem, foram denunciados José Gallardo Diaz, José Paz Vazquez, Gonzallo Gallardo Diaz, Juan José Campos Alonso, José Carlos Andrade Gomes e Antônio Gallardo Diaz.

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