Belo Horizonte, 14 (AE) - Os sócios da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), AES e Southern Electric, ainda não se manifestaram sobre a ação impetrada hoje pela Procuradoria Geral do Estado pedindo a anulação do acordo de acionistas da empresa. O processo, uma ação anulatória, com pedido de antecipação de tutela, questiona o poder dos sócios estratégicos que adquiriram, em maio de 1997, 33% das ações ordinárias da empresa por R$ 1,130 bilhão.
De acordo com as justificativas do processo, que tem 35 laudas e 500 documentos anexos, o poder de decisão dos sócios supera o poder do acionista majoritário, no caso o governo mineiro. A Procuradoria Geral do Estado chegou a impetrar uma medida cautelar, com pedido de liminar há cerca de três semanas e voltou atrás, retirando o processo.
Desta vez a ação foi impetrada na 1ª Vara de Fazenda Pública e será analisada pelo juiz Antônio Sérvulo dos Santos. Ainda não se sabe quando o juiz poderá conceder a antecipação de tutela, medida que terá os mesmos efeitos de uma liminar, até que o mérito do processo seja julgado. O vice-presidente da empresa, David Travesso Neto (representante da AES) e o gerente-delegado da Southern do Brasil, Cláudio Salles não foram encontrados para comentar o assunto.

mockup