A preocupação do sociólogo Fernando Botelho com a inserção dos deficientes no mercado de trabalho levou o Internacional Trade Centre (ITC) agência da ONU dedicada ao comércio internacional a encarregá-lo de encontrar de 15 a 20 modelos de prestação de serviços, realizados por portadores de deficiências, em países em desenvolvimento, com potencial de exportação. Em dois meses de pesquisa, ele descobriu 160 exemplos na Costa Rica, El Salvador, Equador, Peru, Argentina e Brasil.
No último final de semana, Botelho esteve no Instituto Paradigma, em São Paulo, para lançar o projeto-piloto do qual será supervisor.
De acordo com o consultor, trata-se de uma ONG que trabalha para a inclusão educacional e laboral de pessoas com qualquer deficiência. Inicialmente, o apoio do ITC ao Instituto Paradigma será destinado aos deficientes físicos e sensoriais (visuais e auditivos).
''Estima-se que no mundo há 600 milhões de deficientes dos quais 400 milhões sentem alguma necessidade. O nível de pobreza e analfabetismo entre eles também é muito maior, principalmente, na América Latina, Ásia e África'', comentou Botelho.
Atualmente, o sociólogo que é casado com uma dentista brasileira mora em Genebra, na Suíça, e ainda não tem filhos. Otimista, Botelho fala com tranquilidade sobre a falta de visão, consciente de que sua história é uma exceção e exemplo para todos. As pessoas que quiserem se comunicar com ele podem entrar em contato pelo e-mail [email protected].(BR)

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