Sociólogo critica proibição da Marcha da Maconha
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segunda-feira, 05 de maio de 2008
Rosiane Correia de Freitas<br>Equipe Folha 
Curitiba- A decisão da Justiça Estadual de proibir a realização da Marcha da Maconha em Curitiba no último dia 4 é um equívoco. A opinião é do sociólogo Pedro Bodê, coordenador do Núcleo de Estudos de Segurança Pública e Direitos Humanos da Universidade Federal do Paraná (UFPR). ''É um golpe contra o direito de expressão'', acusa.
Segundo ele, a sociedade precisa enfrentar de forma diferente o problemas das drogas. ''O que vemos é o consumo aumentar, o narcotráfico aumentar. Não dá mais para fingir que dá para resolver o problema só com polícia'', defende. A Marcha da Maconha foi proibida a pedido do Ministério Público Estadual (MPE), que acredita que o movimento faz apologia ao crime. ''Não dá para criminalizar o debate. O que a marcha defende é a regulamentação do uso'', explica.


