Socióloga faz análise história do adultério
Curitiba - A socióloga Daniela Resende Archanjo ousou na pesquisa fazer uma análise histórica do adultério, mostrando os motivos que tornavam o adultério feminino, por exemplo, extremamente condenável na sociedade brasileira. Ela lembrou que a sociedade vivia num núcleo familiar em que o homem era público e o provedor da casa, a mulher era de casa e tinha como afazer as atividades domésticas.
''Essas questões fizeram com que o adultério fosse banalizado e se tornasse, no decorrer da história, um crime que não pegava. Ninguém denunciava o adultério. Muitas vezes se aceitava'', contou.
Foi na década de 60 que o modelo brasileiro começou a mudar. A mulher passou a buscar espaço no mercado de trabalho e teve mais acesso ao poder e às leis. ''O núcleo familiar mudou. As pessoas começam a se preocupar cada vez mais com elas mesmas. Isto trouxe um afrouxamento das relações e dos laços familiares. Dizemos que existe uma crise na família. Mas na verdade é mais do que isto. Existe uma diversidade nas relações atuais e uma nova forma de se pensar a família. Não mais uma família burguesa e nuclear. Mesmo com estas mudanças, o adultério ainda choca as pessoas'', considerou Daniela.
A pesquisa demorou dois anos para ficar pronta. O livro ''O Adultério no Limiar do Século XXI'' foi lançado ontem e já pode ser comprado nas Livrarias Curitiba. (L.P.)





