Curitiba - Desde os tempos primitivos era o homem quem saía para caçar e a mulher ficava para cuidar do lar. Com isso, eles passaram a ficar mais expostos aos perigos. Mesmo após tantos anos, a situação continua bastante parecida. Quem mais mudou foi a mulher, que, além de cuidar da casa, também trabalha fora e ajuda a trazer alimentos para os filhos.
Para o sociólogo e professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC) em Curitiba, Lindomar Boneti, a atual formação da sociedade tem trazido muitos ''conflitos'' para os homens, que estão tendo de começar a ajudar nas tarefas domésticas. ''Há casos em que eles ficam até violentos, confusos, bebem mais, cuidam menos da saúde. Muitos o fazem sem perceber'', diz.
A solução para a diminuição do número de mortes masculinas em virtude de envolvimento com violência, principalmente até os 35 anos, seria uma mudança na mentalidade da sociedade. ''O homem precisa saber qual lugar está ocupando na família'', ressalta. Para o sociólogo, essa mudança deveria ocorrer em casa e nas escolas, ensinando que meninos e meninas, por exemplo, devem fazer as mesmas atividades domésticas e sem preconceito.(A.F.)

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