Sociedade e poder público discutem sistema carcerário
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Fábio Galão<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Representantes da sociedade civil organizada e do poder público participaram ontem da uma reunião na sede da seção paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR), em Curitiba, para discutir o sistema carcerário do Paraná. Segundo Cléverson Marinho Teixeira, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-PR, as propostas discutidas no encontro serão reunidas em um documento que terá ampla divulgação.
A comissão vem denunciando os problemas na acomodação de presos no Paraná, principalmente em distritos policiais, onde a OAB-PR verificou problemas de superlotação, falta de higiene e de assistência jurídica e de saúde aos presos. Hoje (ontem, no encontro), estou sentindo uma bela conscientização sobre o assunto. Os representantes do poder público não estão escondendo as dificulda-des, afirmou Teixeira.
Recentemente, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revelou que haveria no Paraná réus presos há mais de 10 anos sem condenação definitiva e recursos de réus presos há vários anos pendentes de julgamento no 2º grau. Entretanto, a portaria sofreu retificação e essa informação foi retirada. Foi um equívoco do CNJ, afirmou Márcio Tokars, juiz-corregedor dos presídios na região de Curitiba.
Tokars argumentou que a Justiça paranaense trabalha bem a questão dos presos, principalmente na comparação com outros Estados, mas admitiu que existem problemas decorrentes do acúmulo de processos. Há necessidade de instalar pelo menos mais duas varas de execuções penais em Curitiba. Também seria necessário criar cargos de assessor jurídico, relatou o juiz.


