Maringá - Setecentos e trinta e um acidentes e 35 mortes Estes são os números contabilizados entre 1º de janeiro e 31 de outubro de 2010 na PR-323, no trecho que liga Maringá a Iporã e passa por várias cidades do Noroeste do Paraná Na última sexta-feira as estatísticas cresceram com a ocorrência de um acidente envolvendo um caminhão e uma caminhonete, que matou mais três pessoas e deixou duas em estado grave
A camionete estava perto do trevo de entrada da cidade de Jussara e colidiu de frente com um caminhão que fazia uma ultrapassagem Emir Allan de Campos, 72 anos, Jacira Vieira de Campos, 68, e uma criança de 6 anos morreram na hora Renata Cristina de Campos, 32, e uma criança de 8 anos foram encaminhadas em estado grave ao hospital, mas passavam
bem no final da tarde de ontem
Várias organizações da sociedade civil se reuniram e estão pedindo melhorias para a rodovia, considerada uma das mais perigosas da região As associações comerciais e industriais das maiores cidades da região, a Igreja Católica e a comunidade de forma geral estão unidas com o mesmo objetivo
Conforme José Orlando Trevisan, diretor executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem), a maior necessidade é a duplicação da pista Uma segunda ação será a colocação de outdoors e adesivação dos veículos que trafegam pela via Para ele, a duplicação já deveria ter sido feita ''O ideal seria que a rodovia tivesse acompanhado o crescimento da região Atualmente trafegam aqui cerca de 40 mil carros por dia Todas as outras rodovias que ligam a região ao Paraguai foram pedagiadas Por isso, os motoristas preferem vir pela PR'', explicou
Dos 210 quilômetros da rodovia, apenas o trecho que corta a cidade de Paiçandu conta com pista dupla Ainda assim, atropelamentos são registrados constantemente nesta região ''É necessário instalar passarelas para garantir a segurança da população'', disse Edson Recco, vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Maringá (Acim)
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Umuarama, José Celso Zolin, conta com a participação dos moradores de todas as cidades envolvidas ''Esta campanha demonstra a força da sociedade organizada A cada reunião encontramos mais lideranças que assumem este compromisso conosco É importante que as pessoas participem Esta é uma forma de demonstrar a preocupação com a vida'', comentou

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