SOCIALIZAÇÃO - Falta de convívio social reflete na escola
Mudanças fazem parte da vida. Quem nunca trocou de escola, de emprego ou de cidade? A possibilidade que mais assusta, no entanto, é a de sair do País. Reconstruir a vida longe da família, dos amigos e em uma cultura totalmente diferente é motivo de apreensão e até de medo.
Uma das maiores diferenças sentidas pelos brasileiros no exterior é a forma como as pessoas se relacionam, uma vez que a maior parte dos estrangeiros, em especial os de países de Primeiro Mundo, é considerada mais fechada.
As pessoas são mais fechadas. As crianças não vão brincar na casa do amiguinho e não estreitam laços de amizade, aponta a pesquisadora Mariana Coolican, que está prestes a concluir o doutorado em Análises de Políticas Educativas Internacionais, na Universidade de Kobe, no Japão.
Uma das principais consequências dessa falta de convívio social, segundo a pesquisadora, é que as crianças são menos estimuladas, o que reflete na qualidade do aprendizado.
Já as irmãs norte-americanas Nicole, de 6 anos, e Amanda, 4, que estão morando em Londrina há seis meses, não têm enfrentado dificuldades na escola. Segundo a secretária Patrícia Helena Sinzker Miculis, mãe das meninas, elas não querem mais ir embora.
Ela garante que o desempenho escolar das filhas é bom, apesar da barreira do idioma. Isso porque tanto Nicole quanto Amanda ainda misturam o português e o inglês nas conversas com os colegas de escola. Isso dificultou um pouco no início. As outras crianças estranhavam, diz Patrícia, que é brasileira e não pretende mais voltar para os Estados Unidos. Quero que minhas filhas cresçam aqui.
● É um conceito da Teoria dos Mundos, originado da Guerra Fria, e também refere-se a países desenvolvidos
● Idioma surgiu no sul da Grã-Bretanha, originando-se de vários dialetos falados por povos germânicos que invadiram a Grã-Bretanha na Idade Média; sofreu também influências dos vikings e da língua francesa





