Atenas, 09 (AE-AP) - O primeiro-ministro grego Costas Simitis declarou neste domingo (09) a vitória eleitoral de seu partido sobre seus oponentes conservadores antes do resultado final da mais disputada corrida eleitoral na Grécia em todos os tempos.
Resultados preliminares da apuração dos votos nas eleições parlamentares da Grécia, realizadas hoje (09), indicavam que o governista Movimento Socialista Pan-Helênico (Pasok), de Simitis
venceria por pequena margem os conservadores do partido Nova Democracia (ND).
Com 93% das cédulas contadas, o Pasok tinha 43,7% dos votos, obtendo 157 cadeira, e o ND, 42,9%, elegendo 126 representantes. O Partido Comunista conquistou 5,4% dos votos, conseguindo 11 vagas no Parlamento. O índice de comparecimento às urnas superou 70%.
"Eu me comprometo a trabalhar com fé e consistência em prol dos desafios que teremos de enfrentar até 2004, sobretudo a solução para o problema do desemprego e a abertura de novas oportunidades para a juventude", afirmou Simitis em sua primeira mensagem à nação após declarar vitória.
No início da apuração, o ND saiu em vantagem e seus partidários, entusiasmados, chegaram a comemorar ruidosamente no centro de Atenas enquanto os socialistas permaneciam em silêncio em seu QG na cidade.
De acordo com o sistema eleitoral grego, o partido vencedor, não importa por qual porcentual, adquire automaticamente a maioria das 300 cadeiras no Parlamento.
O Pasok assumiu o poder em 1981 e só ficou fora do governo por um breve período, de 1990 a 1993. Simitis adotou uma política de austeridade para que o país pudesse aderir ao euro, a moeda única da União Européia. Mas as medidas econômicas provocaram o aumento do desemprego, hoje situado em 11%, um dos maiores índices da história do país.
Em sua campanha, o direitista Costas Karamanlis, sobrinho do ex-primeiro-ministro e presidente Constatine Karamanlis, prometia elevar a oferta de empregos, acelerar as privatizações e as reformas liberalizantes.
Na campanha eleitoral, os conservadores enfatizaram que era tempo de mudança no poder, após quase 20 anos de governo socialista.

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