Rio, 10 (AE) - A estudante Marcela Cozzolino Vergara, de 16 anos, sobrinha da deputada estadual Núbia Cozzolino (PTB), foi libertada por policiais da Divisão Anti-Sequestro (DAS) no fim da noite de ontem (9), em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio. Ela havia sido sequestrada na última segunda-feira, quando dormia em casa no distrito de Magé, na Baixada Fluminense. Dois sequestradores foram presos.
Em outra operação, os policiais da DAS estouraram o local onde o empresário Renato Carlos de Souza era mantido em cativeiro, na zona norte. Três suspeitos, que, segundo policiais
resistiram a tiros, morreram.
O diretor da DAS, Fernando Moraes, afirmou que não há nenhuma vítima em poder de sequestradores no estado do Rio, mas a informação foi contestada esta manhã pelo próprio governador Anthony Garotinho (PDT) durante seu programa de rádio "Fala, Governador". Segundo ele, a polícia está investigando o desaparecimento de Janette Nahim Lohrer.
Além de Janette, existe a informação extraoficial de que também estaria em cativeiro Rodrigo Acre. Nos últimos dias, o governador se envolveu em uma polêmica sobre o suposto crescimento da criminalidade no estado, que contesta.
Depoimento - Muito nervosa, Marcela disse em depoimento na DAS que, no cativeiro, não foi agredida pelos criminosos e recebeu alimentação, mas não conseguiu comer. A deputada Núbia reconheceu um dos sequestradores, identificado como Reginaldo Gomes da Silva, como um dos vizinhos da família, e levantou a hipótese de o crime ter ligações políticas. O clã dos Cozzolino domina politicamente Magé há anos. O outro preso é Jorge dos Santos Justino, conhecido como Carequinha da Rocinha, acusado de pelo menos cinco sequestros.
Empresário - Renato Carlos de Souza, de 35 anos, havia sido levado pelos bandidos no mesmo dia de Marcela, na Ilha do Governador, na capital. O empresário é dono de uma loja de venda de autopeças em Bonsucesso, na zona norte do Rio. Os policiais encontraram Souza algemado, acorrentado ao pé de uma cama, com gaze nos olhos, em uma favela em Ricardo de Albuquerque, também na zona norte.
A decisão de atacar os locais onde Marcela e Renato eram mantidos em cativeiro foi tomada por Moraes no início da noite, após levantamentos e checagens de informações.

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