Sobreviventes passaram momentos de horror
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2002
France Presse 
Godhra, Índia - Gayatri Panchal, 16 anos, disse ontem que suas irmãs e seu pai foram queimados vivos no incêndio do trem atacado na véspera.
Os corpos de 25 mulheres e 15 crianças foram encontrados entre as 58 pessoas que morreram.
O trem levava militantes hindus procedentes de Ayodhya (norte da Índia), onde querem construir um templo sobre as ruínas de uma mesquita destruída por fanáticos em 1992.
Gayatri afirmou que quando o trem se deteve na saída da estação, seus familiares tiveram medo, trancaram as portas e baixaram as cortinas das janelas. Mas isso não bastou para que se protegessem da multidão de muculmanos que invadiu o trem. Alguém me tirou pela janela. Vi meu pai e minhas irmãs lá dentro. Eu os vi arder (em chamas), lamentou.
Outro passageiro descreveu os fatos: Quando o trem parou, a multidão chegou de ambos os lados. Quebraram as portas e as janelas e começaram a atacar os passageiros com pedaços de ferro e outras armas.
Kalpesh Jha, um membro do grupo que milita pela construção do templo de Ayodhya, ou Vishwa Hindu Parishad (Concílio Hindu Mundial), disse que escutou os gritos das mulheres e das crianças. Depois incendiaram alguns vagões. Escutei gritos de dor de mulheres e crianças, que queriam sair e pediam por ajuda, mas ninguém o fez, disse.
Outro passageiro, Utkal Thakur, pôde descer do trem a tempo. Consegui escapar. De longe vi o trem arder, assinalou.


