Sobreviventes de chacina não reconhecem ex-PM
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sexta-feira, 28 de novembro de 1997
Agência Estado Rio de Janeiro 
O aspecto emocional da chacina ocorrida em Vigário Geral foi o mais explorado ontem, no segundo dia de julgamento do ex-soldado da Polícia Militar, Arlindo Maginário Filho, acusado de participação no crime. Anteontem, dois sobreviventes do massacre não reconheceram o ex-PM como integrante do grupo que invadiu a favela. Ontem, a pedido no Ministério Público, foram exibidas num telão montado no plenário fotografias ampliadas das 21 vítimas do massacre, ocorrido em 30 de agosto de 1993. As fortes imagens geraram mal-estar entre parentes das vítimas presentes que acompanhavam o julgamento.
A testemunha-chave do caso Vigário Geral, o ex-informante da PM Ivan Custódio de Lima, foi ouvido na madrugada de ontem e confirmou a participação de Maginário na chacina. No entanto, outras testemunhas arroladas pela acusação - como o coronel da PM Emir Larangeira, o tenente-coronel Marcos Paes e dois sobreviventes do massacre, Jadir Inácio e Ubirajara Santos - não reconheceram o ex-PM como integrante do grupo armado que invadiu a favela e promoveu o massacre. A sessão foi interrompida na madrugada de ontem e recomeçou no final da manhã. A previsão era de que o julgamento terminaria na madrugada de hoje.


