Campina Grande do Sul- A família que sobreviveu à queda da ponte sobre a represa Capivari Cachoeira, em Campina Grande do Sul, no Paraná, continuava internada ontem, em um hospital da cidade, sem previsão de alta. De acordo com os médicos, o estado de saúde do motorista, Eduardo Egídio Oliveira dos Santos, 40 anos, de sua esposa Solange, 39 e do filho do casal, Henrique, de 4, era estável.
Eduardo sofreu fratura de coluna, Solange quebrou o fêmur e teve luxação no quadril e a criança fraturou a perna esquerda. Os médicos descartaram a necessidade de cirurgia. Parentes de Eduardo, que moram em Erechim (RS), estiveram no hospital. Ele contou que ainda está sob o impacto do acidente e tem dificuldades para dormir.
''Começo a lembrar de tudo e perco o sono''. Eduardo levava cargas para uma transportadora de São Paulo, e costumava ter a companhia da mulher e do filho. Na noite de terça-feira, quando sentiu que a ponte estava caindo, acelerou o caminhão. ''Só ouvi um barulho, ai senti que o caminhão descia. Então pisei no acelerador''.
Com o caminhão pendurado do outro lado, ele se recorda que o filho entregou o telefone celular e pediu: ''Pai chame o resgate''. O gesto do menino, segundo Eduardo, devolveu-lhe a coragem. Mesmo com uma incrível dor na coluna, usou os pés para arrebentar o pára-brisas do caminhão e resgatar a mulher e o filho. Eduardo fazia a viagem até São Paulo seis vezes por mês a serviço da transportadora.
Ele voltou a dizer que a ponte estava com problemas. ''A cabeceira estava cedendo e tinha uma depressão ali''. Ele disse que após o acidente não pensa em mudar de profissão. ''Só peço que as autoridades façam alguma coisa para melhorar as nossas rodovias pois muita gente depende delas.''(A.E.)

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