O delegado Arnaldo Soares, presidente do inquérito que apura o assassinato da deputada Ceci Cunha (PSDB), afirmou ontem, em Maceió, que conseguiu fazer um contato telefônico com o único sobrevivente da chacina, Ironaldo Maranhão. Ele pode reconhecer os autores das mortes, segundo Soares.
Maranhão, que teve a mãe, Itala, e o irmão Iran mortos na chacina, dsapareceu na noite de 17 de dezembro, um dia após o assassinato. Ele está se escondendo no interior de Pernambuco, pois teme ser assassinado. Para o delegado, Maranhão é a única pessoa capaz de reconhecer os três homens que invadiram a casa da irmã da deputada e fizeram os disparos. Os três suspeitos são Jadielson Barbosa da Silva, Alécio César Alves e José Júnior, todos seguranças do deputado alagoano Talvane Albuquerque (sem partido). Albuquerque é o principal suspeito de ser o mandante da chacina. Segundo a versão do inquérito que está sendo investigada, ele teria mandado matar Ceci Cunha para ficar com sua vaga na Câmara.
‘‘O Maranhão pode resolver de vez o nó do inquérito reconhecendo ou não os seguranças do deputado Albuquerque que são suspeitos por terem fugido e também por terem negociado o assassinato do deputado Augusto Farias (PFL-AL) com o pistoleiro Maurício Novaes (o Chapéu de Couro)’’, afirmou. A Polícia Federal confirmou ontem que Chapéu de Couro está preso e em poder da PF. Segundo o superintendente interino da PF em Alagoas, Cláudio Lima, o plano de transferência dele para Sergipe foi suspenso no sábado por questão de segurança. A PF teme que o pistoleiro seja assassinado, caso fique no presídio de Aracaju, cumprindo prisão por ter sido condenado como autor do assassinato de um empresário do Estado, em 93.

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