Escoltado por policiais civis, o sobrevivente da chacina da Candelária Wagner dos Santos, de 30 anos, chegou ontem ao Rio - após quatro anos na Suíça - e disse que ainda tem medo de ser morto nas ruas da cidade. A declaração foi dada em entrevista coletiva no prédio da Secretaria da Segurança Pública do RJ. Santos veio ao Brasil para providenciar a documentação necessária para obter uma indenização do governo estadual - ele tirou sua primeira carteira de identidade.
‘‘Aqui dentro eu não tenho medo, mas lá fora, sim. Ando espantado, acuado.’’ Segundo ele, a polícia do Rio ‘‘coloca pânico nas pessoas, em vez de proteger’’. ‘‘Não digo todos os policiais, mas de maneira geral é uma degradação, é vergonhoso’’, analisou. Hoje, trabalha no setor de construção civil, na Suíça, e recebe benefícios como seguro-saúde do governo daquele país.

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