São Paulo, 11 (AE) - As receitas globais da Cooperativa Agropecuária Mourãoense - Coamo, de Campo Mourão, no noroeste do Paraná, cresceram 27,32% em 99 em comparação com o ano anterior, atingindo R$ 1,23 bilhão. As informações estão no comunicado divulgado pela assessoria de imprensa da cooperativa. As sobras líquidas chegaram a R$ 68,57 milhões, um aumento de 34,97% em relação ao volume alcançado em 98. De acordo com a Coamo, após a destinação para os fundos estatutários e legais, as sobras serão distribuídas aos cooperados, na proporção da movimentação que cada um teve na cooperativa. O ativo total da cooperativa fechou 99 em R$ 768,97 milhões, um crescimento de 15,53% em relação a 98, e o patrimônio líquido foi de R$ 432,19 milhões, 14,87% acima do registrado no ano anterior.
Segundo o diretor presidente da Coamo, José Aroldo Galassini, o grau de endividamento da cooperativa foi de 43,80%, porcentual que recua para 13,34% se confrontado com o valor de empréstimos com o disponível nos bancos. "Nosso índice de autofinanciamento é de 1,75, o que significa a independência de recursos de terceiros para o desenvolvimento de nossas atividades", diz Galassini. A Coamo divulgou hoje o resultado de 99 em sua 30º Assembléia Geral Ordinária, quando será eleita a nova diretoria da cooperativa.
Desvalorização - Galassini diz que apesar das dificuldades enfrentadas em 99, "estamos satisfeitos com o bom desempenho apresentado pela cooperativa". Segundo ele, em 99, o setor agrícola enfrentou a pior relação de troca dos últimos anos, principalmente em função da mudança da política cambial e da redução significativa dos preços dos produtos agrícolas. Galassini informou que os preços recebidos pelos agricultores na comercialização dos seus produtos foram, em média, 16% menores que os pagos na compra de insumos. A Coamo, maior cooperativa agropecuária singular da América Latina, é responsável por 3,3% de toda a produção nacional de grãos e de fibras e 14% da safra paranaense.
Investimento - No ano passado, a Coamo investiu R$ 29,7 milhões na construção de um terminal portuário em Paranaguá e na implantação da fábrica de margarina e gorduras vegetais. Também houve investimento na infra-estrutura de recebimento de produtos e automação das atividades. "Os investimentos no terminal portuário, somando-se aos que o Governo do Estado realizou, tornarão a movimentação de embarque muito mais ágil na próxima safra, trazendo grandes benefícios aos clientes externos e, indiretamente, também aos cooperados pela valorização de seus produtos", diz o presidente da Coamo. Este ano, a cooperativa vai lançar no mercado a margarina, o café moído e a gordura vegetal com a marca Coamo. A Coamo já comercializa óleo de soja, arroz, feijão, farinha de trigo e café cru com sua marca.

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