Sobe para 66 número de mortos em Petrópolis
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 02 de janeiro de 2002
Roberta Pennafort 
Rio - Internado desde o Natal, depois que sua casa foi soterrada em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, o tecelão Carlos Henrique dos Santos, 60 anos, morreu na noite de domingo. Ele foi a 66.ª vítima das últimas chuvas no Estado. Embora o município tenha virado o ano sem novos temporais o tempo melhorou por volta das 21 horas de segunda-feira o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê pancadas de chuvas fortes para hoje na região. - Carlos Henrique dos Santos era morador da Rua Eugênio Werneck, localizado no bairro Morim, bastante castigado pelas chuvas. A casa em que ele morava foi derrubada por uma queda de barreira na noite do dia 24 de dezembro. Ele foi resgatado por bombeiros e levado para a Casa da Providência.
Na madrugada de segunda-feira, um novo temporal matou quatro pessoas no bairro de Fonte Santa entre eles, Lucas Branco de Azevedo, de 6 anos, que morreu junto com o avô e a mãe, e Gabriel Duarte Pontes, de 2 meses, cujos pais também foram vítimas das chuvas.
Na véspera do Ano Novo, o índice pluviométrico em Petrópolis atingiu 80 milímetros, o que causou inundação e quedas de barreiras. Na cidade vizinha de Teresópolis, onde também choveu bastante, o deslizamento de terra sobre uma casa provocou a morte de Reinaldo Rufino Caldas, de 42 anos.
Ontem, não choveu na Região Serrana. O diretor-geral da Defesa Civil estadual, João Bosco Simões de Assis, informou que as equipes de bombeiros continuam de plantão para agir em caso de emergência. As frentes de trabalho montadas na última semana nos locais mais atingidos foram desmobilizadas porque não há desaparecidos.
A previsão do Inmet de que choveria até granizo no Réveillon fez com que a Defesa Civil do Rio decretasse alerta máximo até o fim desta semana. Férias e folgas foram suspensas e as 93 prefeituras do Estado foram avisadas da possibilidade de novos desabamentos e enchentes.


