Sobe para 48 o número de mortos na explosão na BA
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quarta-feira, 16 de dezembro de 1998
Agência Estado 
A morte de mais sete pessoas de anteontem à noite até a manhã de ontem elevou para 48 o número de vítimas fatais da explosão da fábrica de fogos de artifício, na sexta-feira, em Santo Antônio de Jesus, Recôncavo Baiano. Morreram 45 adultos e adolescentes que trabalhavam na fábrica, além de três fetos de mais de seis meses. Quatro mulheres grávidas foram submetidas a cesarianas no dia do acidente.
O único bebê que sobreviveu foi uma menina de sete meses, batizada pelas enfermeiras de Vitória, filha de Rosângela de Jesus França, de 17 anos. Muito queimada, Rosângela morreu anteontem à noite. Entre os 16 sobreviventes que permanecem internados no Hospital Geral do Estado (HGE), Hospital Roberto Santos e Hospital Ernesto Simões, em Salvador, há uma outra grávida de seis meses, Claudiane Nascimento Santos. Ela tem poucas chances de sobreviver pois está com mais de 80% do corpo queimado. A maioria está com 40% a 70% do corpo com queimaduras. Os médicos especializados no tratamento de queimados dizem que a possibilidade de sobrevivência é mínima quando a área queimada é superior a 25% .
Os feridos que não morreram de insuficiência renal, principal causa de óbitos de queimados graves nas primeiras 72 horas após o acidente, também vão lutar agora contra as infecções, disse o médico Manoel Peso, um dos diretores do HGE, que acompanha o atendimento aos feridos. Como as lesões comprometeram grande parte da pele, o corpo fica exposto às infecções. Depois de um período de 60 dias de internação, o tratamento para quem sobreviver é um transplante de pele ou enxerto de produto sintético.


