São Paulo - O número de mortos pelas chuvas que atingem a cidade de Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro, nos últimos dias chegou a 27 na tarde de ontem, segundo a Defesa Civil. Todas as mortes foram registradas na cidade. Ao menos duas crianças de até 12 anos estão entre as vítimas.
Desde o fim de semana, foram registrados 21 pontos de deslizamentos de terra no município. Segundo o secretário da Defesa Civil da cidade, coronel Sérgio Simões, ainda há desaparecidos. Os bairros de Quitandinha e Bingen são os mais prejudicados pelas tempestades.
Os deslizamentos e alagamentos começaram por volta das 23 horas de domingo. Segundo a Prefeitura de Petrópolis, ainda existem cerca de 5 mil pessoas em áreas de risco e 560 moradores estão desalojados ou desabrigados.
Ontem a presidente Dilma Rousseff afirmou que o governo não pode permitir a construção de casas em áreas de risco e voltou a dizer que a situação é "extremamente preocupante porque as pessoas não saem".
No total, 250 homens dos bombeiros e da Defesa Civil trabalham na busca às vítimas do temporal.
Entre os mortos estão dois agentes da Defesa Civil. Fernandes de Lima e Paulo Roberto Filgueiras orientavam moradores a abandonar a área, quando uma nova avalanche arrastou um muro, que caiu sobre os dois. Eles morreram na hora. Um terceiro agente sofreu traumatismo craniano e está internado. Em outro ponto do bairro, dois irmãos - um adolescente e um bebê - morreram soterrados dentro de casa.
Em Duque de Caxias, município da Baixada Fluminense, mais de 600 pessoas abandonaram as casas, alagadas após o transbordamento dos rios Capivari e Saracuruna. A cidade deve receber R$ 12 milhões do Ministério da Integração Nacional para a execução de obras de reconstrução e recuperação de danos causados pelas chuvas. A Defesa Civil colocou Angra dos Reis em estado de alerta.

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