São Paulo, 19 (AE) - Hoje foram notificados mais nove casos de suspeita de febre amarela no Estado de São Paulo, todos no interior, elevando para 18 o número total. Em Goiás foram notificados ontem (18) mais três - já são 16 no Estado.
O conceito de caso suspeito, entretanto, é diferente nos dois Estados. Em Goiás, região endêmica da doença, todos os pacientes nessa categoria apresentam febre e icterícia (amarelamento da pele que indica alterações hepáticas). Sete deles estão internados em função da seriedade dos sintomas. O Estado teve nove casos de febre amarela confirmados no ano passado, sete deles apenas em dezembro. Quatro dos doentes morreram, quatro se curaram e um ainda continua internado em estado grave.
Em São Paulo, apenas o estudante de Campinas desenvolveu icterícia e chegou a ser internado, mas recebeu alta hoje, depois de sete dias internado, os cinco últimos sem febre. Os demais apresentam apenas sintomas de uma forte gripe, característicos também dos primeiros estágios da febre amarela. Nenhuma suspeita foi confirmada ainda em São Paulo. Na sexta-feira o Instituto Adolfo Lutz divulgará o resultado de dois exames de casos suspeitos no Estado: o do rapaz que esteve internado em Campinas e um paciente da capital que esteve em área de risco.
Notificações - As novas notificações que o Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo recebeu hoje foram provenientes de Ribeirão Preto, Santa Bárbara dOeste, Louveira, Araraquara, Jaguariúna, Franca e três de Caraguatatuba. Todos fizeram viagens recentes, mas apenas seis estiveram em regiões consideradas de risco: Chapada dos Guimarães (Mato Grosso), Jiparaná (Rondônia) e Chapada dos Veadeiros e Itapirapuã - ambos em Goiás. Os outros estiveram em Goiânia, João Pessoa e na Bahia.
Goiás - Os três novos casos suspeitos de Goiás são procedentes dos municípios de Britânia, São Luiz, e o outro do Estado da Bahia. Dois deles estão internados. Desde o início do ano, a Secretaria da Saúde de Goiás intensificou a vacinação contra a doença, aplicou mais de 400 mil dosese este número que deve dobrar até o fim do mês. Com isso, o Estado teria toda sua população imunizada.
"Os agentes de saúde estão vacinando de casa em casa em toda a área rural; o que, nessa época de chuvas, significa em alguns casos chegar nadando em algumas áreas isoladas", explica Maria Lúcia Carmelosso, superintendende de Ações Básicas da secretaria, ressaltando que também foram criadas quatro barreiras rodoviárias para vacinar as pessoas que vêm de outros Estados ou das regiões de risco.

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