Sobe para 12 número de crianças mortas
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quinta-feira, 07 de abril de 2011
Redação FolhaWeb com Agência Estado 
O IML (Instituto Médico Legal) do Rio de Janeiro retificou o número de corpos de vítimas do ataque à Escola Municipal Tasso da Silveira que chegaram à sua sede hoje (7). Foram 12 crianças, sendo dez meninas e dois meninos (no final da tarde, o instituto havia divulgado a informação de que estaria com 12). Desse total, apenas um corpo não foi reclamado pela família. Pelo menos quatro famílias já se dispuseram a fazer a doação de órgãos. O corpo do atirador, Wellington Menezes de Oliveira, também está no IML, mas nenhum parente apareceu ainda.
Em entrevista nesta tarde, o deputado estadual Zaqueu Teixeira, presidente da Comissão de Segurança da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), que esteve no local do crime, afirmou que as crianças foram acuadas pelo assassino, e depois executadas, com tiros disparados de cima para baixo.
Na avaliação dele, o fato de a maior parte das vítimas ser menina não é uma casualidade. ''Não tem como não ser proposital uma quantidade de meninas tão grande'', afirmou.
Reconhecimento dos corpos
No inicío da tarde desta quinta-feira, familiares fizeram o reconhecimento dos corpos dos adolescentes. Um pai que perdeu uma das três filhas que estudavam no colégio munucipal afirmou que pretende retirá-las do colégio.
Suely Guedes, mãe de Jéssica Guedes Pereira, de 15 anos, já havia reconhecido a filha por foto no Hospital Albert Schweitzer, mas a família só confirmou a morte no IML. "Olhar para as coisas dela e o quarto vai ser muito difícil", afirmou emocionada.
A família da estudante Ana Carolina Pacheco da Silva também esteve no IML em busca da menina, mas não a reconheceu entre os corpos. A irmã, Ana Paula, disse que ela estava desaparecida desde a manhã e que iria continuar procurando por ela pelos hospitais da cidade.
'Herói'
Agentes do Detro (Departamento de Transportes Rodoviários) do Rio faziam uma fiscalização em uma rua próxima a da escola, por volta das 8 horas, quando uma criança baleada avisou à equipe que havia um atirador dentro da escola. Policiais militares do Batalhão de Polícia de Trânsito Rodoviário e Urbano, que acompanhavam a ação do Detro, se deslocaram até o local.
O sargento Márcio Alves, de 38 anos, foi quem primeiro entrou na escola e, ao se deparar com o criminoso na escada rumo a outras salas de aula, atirou. Ao ser atingido no abdômen, Oliveira caiu e se suicidou com um tiro na cabeça. Ele estava com dois revólveres calibre 38 e um cinturão com munições.
Por sua atuação, o terceiro sargento, que tem 18 anos de corporação, foi chamado de "herói" pelo governador do Rio, Sérgio Cabral.


