Brasília - O número de inscritos para participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que terão as provas adiadas subiu de 191 mil para 240 mil, segundo dados atualizados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação (MEC). Os dados foram divulgados na manhã desta sexta-feira (4). Segundo o governo, o aumento ocorre devido ao registro de novas ocupações em escolas e universidades selecionados como locais de prova.
Levantamento do Inep aponta que, de 16 mil locais selecionados para aplicação do exame, 364, distribuídos em 139 municípios, estavam em uma lista de locais ocupados por estudantes na manhã desta sexta-feira - na terça, quando a pasta anunciou o adiamento, eram 304 locais em 126 municípios.
Com as novas ocupações, a prova para 240.304 inscritos - cerca de 3% dos 8,6 milhões - será aplicada em 3 e 4 de dezembro. No Paraná, 43 mil candidatos terão que fazer as provas no próximo mês. Os participantes serão informados do adiamento por e-mail e SMS, de acordo com o Inep. Os novos locais ainda não foram divulgados. Para os demais inscritos, as provas ocorrem neste sábado (5) e domingo (6).
A nova data para os 240 mil inscritos que farão as provas em 3 e 4 de dezembro também deve coincidir com outros vestibulares. Segundo a presidente do Inep, Maria Inês Fini, um novo adiamento do Enem está descartado. "Lamento profundamente pela situação desses estudantes que terão que fazer uma escolha. Qualquer alteração na data [de 3 e 4 de dezembro] não temos condições de garantir igualdade de oportunidades e analisar os resultados [para o Sisu]", justificou, em referência ao sistema utilizado para ingresso no ensino superior no País.
Os Estados com maior número de ocupações são Minas Gerais (90), Paraná (77), Espírito Santo (43) e Bahia (42). Já São Paulo, Santa Catarina, Roraima, Rondônia, Ceará, Amapá, Amazonas e Acre não apresentam nenhuma escola ocupada.
Os estudantes protestam contra PEC 241 que estabelece um teto para os gastos públicos, incluindo saúde e educação, e a proposta de reforma do ensino médio, entre outros pontos. A ocupação nas escolas gerou uma queda de braço entre representantes do MEC e estudantes. Parte deles acusa o governo de usar as datas do Enem como pressão para deixarem os protestos.
A polêmica também chegou à Justiça. Na quarta (2), o procurador da República Oscar Costa Filho pediu o cancelamento do exame por entender que a realização de provas em diferentes datas fere o princípio de isonomia da seleção. A juíza federal Elise Avesque Frota, substituta da 8ª Vara Federal do Ceará, no entanto, negou o pedido. Segundo o Inep, os custos do adiamento ainda estão sendo levantados. Cálculo inicial da pasta, porém, aponta prejuízo de ao menos R$ 12 milhões.

Confira os locais de prova no Paraná onde o Enem será em dezembro no site
www.folhadelondrina.com.br.

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