Curitiba - Assim que desembarcou em Portugal, Danielle passou por procedimento padrão em todos os aeroportos. Como não tinha reserva de hotel e não estava acompanhada do marido, a Polícia Federal (PF) portuguesa desconfiou da pretensão das férias e pediu que fosse, acompanhada de um oficial, a uma sala para interrogatório. Como aconteceu com os Estados Unidos nos anos 80 e no Japão, a partir de 90, atualmente muitos brasileiros tentam atravessar outras fronteiras ilegalmente, e desta vez o destino é, principalmente, Inglaterra, Portugal e Espanha. Para piorar, o mercado negro de garotas de programa no eixo luso-brasileiro aumentou bastante.
Danielle, que saiu daqui na noite do dia 10 de março e desembarcou em Portugal por volta das 7h30 do dia 11, esperou de duas a três horas para ser atendida. Em seguida, respondeu várias perguntas pessoais, como emprego, família, entre outras coisas. Após as questões, o oficial disse à Danielle que não poderia deixá-la entrar porque não conseguiu convencê-lo sobre suas pretensões. Ela afirma que foi obrigada a assinar um documento.
''Queriam que eu assinasse um papel sem que eu soubesse o que era, mas o oficial disse que não ia explicar antes de eu assinar. Insisti e ele me fez assinar. Depois não vi mais meu passaporte e a declaração que assinei tinha alguns trechos diferentes do que eu havia falado'', acusa Danielle.
A curitibana foi extraditada porque, de acordo com o documento expedido pela PF portuguesa, ''não faz a prova adequado/exigível do motivo e das condições de estada pretendida'' e, por isso, foi aplicado a pena de extradição porque ''não satisfaz, por conseguinte, as condições exigidas, sendo-lhe aplicáveis as seguintes disposições do artigo 11 do decreto-lei, nº 244/98 de 8 de agosto''.
Depois disso, Danielle foi encaminhada a um galpão no Aeroporto de Lisboa, para o encarceramento temporário de homens e mulheres que tentam entrar ilegalmente em Portugal. (C.Y.)

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