Grupos feministas se reuniram na avenida Paulista, centro de São Paulo, em uma manifestação pelo Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (8). Sob chuva, o ato durou cerca de duas horas e foi convocado por manifestantes de coletivos como Evangélicas pela Igualdade de Gênero, Central Sindical Popular e Mulheres do Sindicato dos Metroviários de SP no vão-livre do Masp e no parque Mario Covas. A manifestação também contou com a presença de grupos ligados a partidos, como Psol, PSTU, PCO e PT.

Imagem ilustrativa da imagem Sob chuva, mulheres protestam contra Bolsonaro na avenida Paulista
| Foto: Ian Maenfeld/Folhapress

Portavam tambores, bandeiras e faixas com dizeres em lembrança à vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018, a favor da democracia, contra o presidente Jair Bolsonaro e e em defesa das mulheres, como "em casa, na rua, no trabalho e no transporte: exigimos respeito! Basta de violência". "Fora Bolsonaro! Ele não, ela sim! Nenhuma a menos!", repetiam os presentes em coro, ecoando fala de uma representante do Cabaré Feminista em uma caixa de som. Um coletivo formado por nove organizações religiosas entoava "quem é cristão não apoia a ditadura, Bolsonaro não é cristão coisa nenhuma" durante o ato.

Fruto de um grupo de WhatsApp criado na segunda (2), o grupo Mulheres pela Democracia encenava gestos inspirados na coreografia feminista chilena "Um violador no teu caminho". ​ "Criei um grupo de WhatsApp com três amigas e ai começamos a divulgar", disse Claudia Silva, coordenadora do coletivo.

O ato começou a ser preparado em janeiro, já com o tema "Mulheres contra Bolsonaro". Segundo líderes, a ênfase no nome do presidente se impôs por causa das ações contrárias a demandas históricas do movimento, como igualdade de gênero, combate à violência doméstica e descriminalização do aborto. Policiais militares no local estimavam o público em 1.000 pessoas. Em Brasília, grupos de mulheres e organizações sociais saíram em marcha na região central da cidade na manhã deste domingo (8). O ato teve mensagens contra o machismo, o racismo e a violência, além da defesa de direitos dos trabalhadores.

OUTROS PROTESTOS EM MARÇO

Dia 14 (sábado): Manifestações pedirão esclarecimentos sobre o assassinato da vereadora do Rio Marielle Franco, que completará dois anos na data. Dia 15 (domingo): Simpatizantes do governo Bolsonaro farão atos em apoio ao presidente, mas também são esperados ataques ao Congresso e ao Supremo. Dia 18 (quarta-feira): Ato em defesa da educação pública ganhou o reforço de centrais sindicais e envolverá paralisações de servidores e pressão contra Bolsonaro.

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