Sob chuva, ato ‘reinaugura’ faixa no prédio histórico da UFPR
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quinta-feira, 30 de maio de 2019
Rafael Costa e Fernanda Circhia - Grupo Folha 

Em Curitiba, professores, estudantes, integrantes de sindicatos e partidos se reuniram na Praça Santos Andrade, em frente ao Prédio Histórico da UFPR, no início da noite desta quinta-feira (30), em ato que integra a série de manifestações nacionais contra o contingenciamento anunciado pelo Ministério da Educação.
Um ato anterior à manifestação foi marcado para recolocar na fachada do edifício uma faixa com os dizeres “Em defesa da educação pública” — similar à que foi arrancada por manifestantes durante o protesto pró-governo do último domingo (26), também concentrado na praça. Registros do momento em que o cartaz foi retirado repercutiram nacionalmente.
Uma nova faixa foi providenciada pela APUFPR (Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná), que aderiu à paralisação nacional em defesa da educação pública em assembleia na última segunda-feira (27). Por volta de 17h45, a faixa foi reinaugurada.
Segundo Celso Júnior, representante da UNE (União Nacional dos Estudantes) no Paraná, a expectativa da entidade, que organiza o ato nacionalmente, é “no mínimo dobrar” o público em relação ao protesto de 15 de maio, que estimou em 15 mil pessoas na capital paranaense.
A pauta, segundo o estudante, inclui protesto contra a reforma da Previdência além da defesa da educação. "Os estudantes e profissionais do setor estão juntos nessa pauta”, disse. O ato ocorre sob chuva na capital. O protesto percorre o calçadão da Rua XV de novembro para ser encerrado na Boca Maldita, também no Centro.
LONDRINA
Em Londrina, os manifestantes fizeram concentração no Calçadão e seguiram até o Zerão. Em Curitiba, professores, estudantes, integrantes de sindicatos e partidos se reuniram na praça Santos Andrade, em frente ao Prédio Histórico da UFPR (Universidade Federal do Paraná).
O protesto em Londrina foi organizado pelo Levante Popular da Juventude em parceria com o DCE (Diretório Central dos Estudantes) da UEL (Universidade Estadual de Londrina), grêmios estudantis, centros acadêmicos e secundaristas do IFPR (Instituto Federal do Paraná). Até as 20h, de acordo com os organizadores, 10 mil pessoas foram contabilizadas participando do ato.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou no início de maio um contingenciamento de 30% nas verbas de custeio de institutos e universidades federais. No último dia 15, um ato nacional pela educação foi realizado em todo o Brasil. Para o presidente do Sindiprol/Aduel (Sindicato dos Professores do Ensino Superior Público Estadual de Londrina e Região), Ronaldo Gaspar, a participação estudantil nesta quinta foi “muito boa”. "É um momento importante da luta."
De acordo com o presidente da APP Londrina e coordenador do Coletivo de Sindicatos, Marcio Ribeiro, esse ato é um processo de organização para a greve geral no Brasil de todas as categorias. "Faz décadas que não via uma manifestação com esse mote", ressaltou.
Para a estudante de jornalismo Karem Coluciuc, 23, a manifestação foi “organizada e pacífica”. "Vi muito mais pais com crianças e pessoas que não têm estereótipo de militância e acho que é algo extremamente significativo porque quer dizer então que o ato está alcançando não só as pessoas disponíveis a participar pela reivindicação da pauta, mas está alcançando pessoas de outras classes", avaliou.


