Só grandes redes estão contratando em Londrina
Em Londrina, as expectativas se dividem a respeito da abertura de vagas para trabalho temporário nesse final de ano. Enquanto um segmento declara estar otimista e aumentando o número de funcionários, outros estão decepcionados.
No time dos pessimistas joga o Sindicato do Comércio Varejista. O presidente da entidade, Sinésio Scudeler, não vê luz no fim do túnel para o comércio. A clásse média ficou pobre, tudo está mais caro e os salários estão baixos. Que dinheiro sobra para gastar? Na opinião dele, o 13º salário, que deve começar a ser pago este mês a primeira parcela chega às mãos dos trabalhadores no dia 30 será todo direcionado para pagamento de dívidas.
A agência de emprego Proservice também não está acreditando em aquecimento. Normalmente, as contratações começam no mês de setembro. Este ano, está muito fraco, comentou o gerente Manoel Fernandes. Para exemplificar, Fernandes comentou que de cada 100 ligações feitas a empresas, hoje, duas pessoas são colocadas no mercado. Ano passado, para o mesmo número de ligações, 15 eram contratados.
Mas nem todos estão pessimistas. O gerente da Loja Riachuelo, Antonio Sampaio de Andrade, está gastando parte de seu dia entrevistando candidatos às vagas que o estabelecimento oferece. Seis pessoas haviam sido contratados até o final da semana e outros 20 devem começar a trabalhar até o dia 20. Ano passado foram contratados apenas 17. As Casas Pernambucanas do Catuaí Shooping Center também aumentou o número de contratações em relação ao ano passado 20 contra 6. O gerente Edson Cremonesi também comemora aumento nas vendas.
Embora não tenha números já fechados, a agência de emprego Gelre considera que o número de colocações, este ano, está sendo superior ao do ano passado. O número de vagas para o comércio é maior, incluindo supermercados, observou Gimel Travain, encarregada da filial em Londrina. (Benê Bianchi)





