Brasília, 14 (AE) - Entre 1992 e 1995 os investimentos no controle de qualidade do sangue no Brasil foram inexpressivos
admitiu hoje o coordenador de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Hélio Moraes de Souza. Somente em maio de 98 - depois de denúncias não comprovadas de casos de pessoas contaminadas com o vírus da aids - é que o governo criou as chamadas "metas mobilizadoras", mas o controle de 100% do sangue só está prometido para 2003.
No ano passado, o orçamento do programa de sangue foi de R$ 23 milhões e para este ano a previsão de gastos é de R$ 40 milhões. "Os investimentos estão sendo feitos, mas é preciso garantir uma gerência eficaz para manter a homogeneidade do processo de produção", explicou Gonzalo Vecina, diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVS).
A Vigilância Sanitária fiscalizou 334 unidade hemoterápicas em 1997. Ano passado foram 578 unidades. Existem 2.728 unidades, mas Vecina explicou que as fiscalizadas concentram mais de 80% do sangue do País. "Estamos trabalhando para garantir a qualidade, mas as coisas não são feitas da noite para o dia", alegou Vecina.

mockup