Só duas empresas brasileiras entram na disputa por áreas da ANP
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domingo, 13 de junho de 1999
Por Irany Tereza 
Rio, 14 (AE) - Apenas duas empresas nacionais vão disputar as 27 áreas de exploração de petróleo, no primeiro leilão do setor, marcado para amanhã (15) e quarta-feira. Apesar de quatro companhias estarem habilidades, a Vale do Rio Doce e a Marítima Petróleo e Engenharia desistiram da concorrência.
A alegação de ambas é semelhante: o risco é grande e os investimentos em cada área são maiores ainda. Somente a Petrobrás e a Queiroz Galvão Perfurações permanecem na disputa.
A Queiroz Galvão deve ter uma participação discreta e a quantidade de lances da Petrobrás deve ser inferior ao previsto. O presidente da estatal, Henri Philippe Reichstul, havia anunciado a intenção de disputar até metade das áreas ofertadas, mas a expectativa é de que a companhia faça lances em cerca de dez ofertas, sempre acompanhada de grandes companhias privadas do setor.
O leilão está previsto para dois dias, com divisão de quatro blocos de área em cada um. O início está marcado para as 9 horas e a entrega de envelopes para o último bloco está previsto para as 18 horas.
Estrangeiros - Trinta e quatro companhias estrangeiras estão habilitadas para a disputa, entre elas as chamadas "majors" do mercado de petróleo: Shell, Exxon, Texaco, Mobil, British Petroleum, Elf e Chevron.
Ao contrário de outros leilões de privatização, os candidatos podem disputar quantas áreas quiserem. O único impedimento é de uma mesma empresa participar de dois consórcios inscritos para uma única área. O resultado de cada bloco será dado até uma hora depois da abertura das propostas dos participantes, considerando a oferta financeira e o porcentual de preferência que será dado a fornecedores nacionais de equipamentos.
Interesse - O secretário-geral do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), álvaro Teixeira, avalia ser muito grande o interesse das empresas estrangeiras no mercado brasileiro de petróleo. Tanto que a possibilidade de que os equipamentos pesados usados na fase exploratória fossem novamente taxados pelo governo provocou "um verdadeiro levante" entre os empresários.
Atualmente, estes equipamentos têm isenção temporária de pagamento de tributos, porque são usados numa fase do empreendimento de risco em que ainda não há receita, apenas despesas.


