A professora Rosângela Perini de Godoy, de 45 anos, não se sente preparada para voltar a lecionar História, que a manteve em sala de aula durante 27 anos. Afastada há um ano e meio, ela exerce hoje a função de entregar livros e materiais de audiovisual no Colégio Estadual Vicente Rijo.
Parte do salário ela gasta com sessões de terapia e remédios controlados para evitar que a depressão a leve novamente a uma internação. ''Em abril de 2011 tive uma crise. A terapia e os remédios não faziam mais efeito. Eu sentia uma grande frustação como professora e não via mais interesse dos alunos pela disciplina, passando a acreditar que eu não conseguia mais atingir os objetivos'', revela.
Rosângela precisou ser internada durante 30 dias. ''A única opção para mim era deixar de existir. Eu ficava planejando minha morte'', comenta a professora, ao afirmar que se identificou com a Síndrome de Burnout. ''Por diversas vezes pensei em desistir da profissão. Cheguei até a fazer cursinho para tentar Arquitetura e Engenharia, que são áreas com que tenho afinidade, mas só conseguia passar em concursos na área educacional'', relata.
Rosângela aguarda nova perícia para saber se voltará ou não a dar aulas. No entanto, afirma não estar preparada. ''Só de pensar em pisar na sala, me dá nervosismo, fico agitada, com tremores e só vou me tranquilizar com remédios'', diz, angustiada.(M.O.)

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