'Só acuso quando tenho certeza'
Londrina - A cada semana a auxiliar de carceragem Idelma Rosa revista cerca de 170 pessoas, em sua maioria mulheres, que visitam presos em quatro distritos policiais de Londrina. Vez ou outra alguém é flagrado levando drogas ou celulares para a carceragem.
Idelma conta que flagrar alguém com droga é mais difícil do que com celular. ''No caso de eletrônico, existe o banco com detector de metal, mas com droga não. A maioria das vezes que alguém é pego com droga é por causa de denúncia'', diz.
Como não é todo dia que alguém é denunciado, Idelma Rosa procura ''ler o comportamento'' das visitas. ''Normalmente quando é a primeira vez a pessoa fica nervosa e a gente consegue perceber isso. Mas eu só acuso quando tenho certeza, trato todas com educação. Procuro investigar, ver qual o crime que o preso cometeu, se foi algo relacionado ao tráfico de drogas, por exemplo'', acrescenta.
Até cerca de 15 dias atrás Idelma Rosa era responsável pela revista em todos os distritos policiais de Londrina. ''Foi contratada recentemente uma outra mulher que está atuando no 4º Distrito'', afirma. Faz cerca de oito anos que a auxiliar de carceragem, lotada no 3º DP, trabalha para a Polícia Civil em Londrina. Antes chegou a trabalhar no CDR - atual Penitenciária Estadual de Londrina II.
Há cerca de oito meses aconteceu um caso que emocionou a auxiliar de carceragem. ''Uma jovem está presa no 3º DP e pediu para que a mãe trouxesse alimento e alguns itens de higiene, que são permitidos. Mas essa jovem combinou com uma terceira pessoa para que colocasse droga no meio das coisas.''
Rosa desconfiou da embalagem de um amaciante. ''Estava muito firme então peguei um ferro e mexi onde se segura com a mão. Caíram 10 trouxas de maconha. A mãe acabou ficando presa com a filha durante seis meses. Ela chorava muito, a gente percebia que ela não sabia de nada. A filha ainda está presa'', relata. (D.B.)





