Só 15% deveriam ser cirúrgicos
O Ministério da Saúde lançou em maio uma campanha para diminuir o número de cesáreas no Brasil. Hoje, dos 2,3 milhões de partos realizados anualmente no país, 41,8% são cesáreas, sendo que em alguns hospitais particulares a taxa chega a 90%. A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que esse índice seja de no máximo 15%.
Alguns fatores como a conveniência de agendar o parto e o medo da dor levam muitas mulheres a preferir o parto cirúrgico. Mas a cesariana deve ser feita somente quando há risco para a mãe e/ou para o bebê.
Estudos da OMS associaram o elevado percentual de partos cesáreos aos altos índices de mortalidade materna e infantil, inclusive em países desenvolvidos.
O recém-nascido também pode correr riscos. O parto cirúrgico está associado à maior freqüência da síndrome da angústia respiratória (complicação ligada à prematuridade).





