Rio, 22 (AE) - O passageiro de vôos nacionais e internacionais de empresas brasileiras que infrigir normas de segurança durante as viagens poderá responder criminalmente pelo episódio e até sair preso do avião. A intenção é da direção do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea) que quer transformar em registro de ocorrências o livro de bordo. A questão vai ser discutida durante reunião no próximo dia 3, na sede da entidade, no Rio, com a Polícia Federal e o Departamento de Aviação Civil (DAC).
De acordo com estatísticas do sindicato, só no mês passado foram registrados dez princípios de incêndio a bordo provocados por passageiros. Os incidentes ocorreram nas caixas coletoras de banheiros de vôos domésticos. O fogo foi debelado pela própria tripulação com a ajuda de extintores de incêndio. Em todos os casos, foi pedida maior atenção aos passageiros durante a viagem.
"Isso coloca em risco à vida de todos os passageiros e da tripulação", disse o presidente do sindicato, brigadeiro Mauro Gandra. "Queremos que os usuários tenham consciência do perigo de se fumar dentro dos toaletes", disse. A lei que proíbe fumar a bordo durante vôos nacionais e internacionais de empresas brasileiras - independente da duração - entrou em vigor no dia 22 de outubro do ano passado, após a concessão de uma liminar pela Justiça do Rio Grande do Sul .
De acordo com o brigadeiro, o consumo exagerado de álcool é outro problema enfrentado durante os vôos. Segundo ele, está tornando-se comum pessoas beberam em excesso e desacatarem a tripulação. "Os passageiros alcoolizados acabam não respeitando as normas de segurança e brigam com as aeromoças ao serem repreendidos", explicou.
Ele pretende sugerir, na reunião, que os passageiros que cometeram esse tipo de infração, sejam obrigados a prestar serviços comunitários. "Eles poderiam lavar um avião", comentou. "Tenho certeza que iriam pensar duas vezes antes de desobedecerem as normas de segurança", disse.

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