Snea espera reajuste de 9% para passagens aéreas
Rio, 28 (AE) - O presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aéras (Snea), Mauro Gandra, informou hoje que espera um aumento de 9% nas passagens aéreas nesta semana. No entanto, até o fim da tarde o sindicato não havia recebido nenhuma comunicação oficial do Departamento de Aviação Civil (DAC). O departamento informou também que não recebeu nenhum comunicado oficial sobre o assunto do Ministério da Fazenda, a quem cabe fixar o preço das passagens. Se o aumento for concedido, será o segundo reajuste das passagens aéreas desde o início do Plano Real. O anterior, de 13,5%, foi determinado há três anos.
O DAC informou que o Snea enviou pedidos de aumentos que variavam de 16% a 28%, mas preferiu recomendar o índice de 10,8%
há quase dois meses. Assim como o reajuste de 9%, o índice sugerido pelo DAC não agradou às empresas, segundo Gandra. Ele informou que o departamento não levou em conta o aumento de custos com o aumento salarial dado pelas empresas em 1997, nem a alta da Cofins, além do reajuste dos serviços da Infraero. "A situação está péssima, com todas as empresas no vermelho", alertou.
Segundo Gandra, as empresas aéreas regionais foram as mais afetadas pela desvalorização do real, a partir de janeiro. Gandra explicou que a maior parte destas companhias têm aparelhos comprados em regime de "leasing" (arrendamento com prestações corrigidas em dólar). O brigadeiro informou que a TAM
por ter também muitos aparelhos comprados por leasing, também foi muito afetada pela desvalorização.
A Varig, segundo ele, por ter aviões próprios, sofreu menos. Gandra informou que, depois do recuo do valor do dólar em relação ao real, houve aumento de passageiros transportados pelos aviões, após a queda de 40% das reservas em fevereiro. No entanto, ele não soube dar números concretos sobre a recuperação.





