Skinheads depõem, negam participação em crime mas caem em contradição
Skinheads depõem, negam participação em crime mas caem em contradição9/Mar, 20:10 Por Cecília Negrão São Paulo, 09 (AE) - Cinco dos 18 skinheads acusados do assassinato do adestrador de cães Edson Neris da Silva negaram hoje, durante o primeiro depoimento ao Tribunal do Júri, participação do crime. Os cinco utilizaram a mesma estratégia - alegaram inocência e disseram conhecer apenas uma ou duas pessoas do grupo que estava no bar Recanto dos Amigos, na Bela Vista, onde todos foram presos no dia 6 fevereiro. Mas caíram em contradição. Vanderlei Cardoso, Juliano Sabino, Henrique Velasco, Edilene Bezerra e José Nilson da Silva, prestaram depoimento durante três horas ao Juiz Ruy Borges, no Fórum Criminal, na Barra Funda. Um dos depoimentos mais contraditórios foi do segurança José Nilson da Silva, o único nordestino entre os 18 acusados. Ele disse que, no dia do crime estava usando uma camisa escrito "Frente Nacionalista", com cujos ideais se identifica. Silva disse ainda que "foi careca do ABC". "Naquela noite, estava com Juliano (Juliano Sambino, também acusado), passamos em dois bares e nos juntamos com outros 18 ou 20 pessoas até o Bar Recanto dos Amigos, onde fomos presos". Os depoimentos continuam amanhã (10), com outros cinco acusados. As testemunhas ainda têm o direito de apresentar provas e testemunhas de defesa. O pedido de liberdade provisória requerida pelos advogados de Velasco e Cardoso foi negado.





