Dois skinheads brasileiros foram condenados ontem a 21 anos de prisão em São Paulo por terem assassinado um homossexual com golpes de soco inglês e de correntes em fevereiro do ano passado. O adestrador de cães Édson Neris da Silva, de 35 anos, provocou a ira dos skinheads porque caminhava de mãos dadas com seu companheiro, que conseguiu fugir. O julgamento dos skinheads, condenados por homicídio voluntário e associação de crimes, durou 11 horas num tribunal da Zona Oeste de São Paulo e foi acompanhado por vários representantes da Associação Orgulho Gay e da Comissão Nacional de Direitos Humanos, que o classificaram de ‘‘fato histórico’’. No Brasil, os homossexuais, lésbicas e travestis são cerca de 16 milhões e sofrem mais com a descriminação e a violência do que outros setores, avalia Luiz Mott, presidente do Grupo Gay da Bahia. Durante os últimos 20 anos, 1.700 homossexuais foram assassinados no país, segundo a associação.

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