Skinhead é reconhecido por testemunha
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segunda-feira, 10 de abril de 2000
Por Zuleika Haddad 
São Paulo, 11 (AE) - O comerciante Carlos Augusto de Souza Borges reconheceu hoje o skinhead Vanderlei Cardoso de Sá como um dos homens que assassinaram o adestrador de cães Edson Neris da Silva, na Praça da República, no centro. Cardoso também teria espancado Dario Pereira Neto.
Borges foi o terceiro a depor na 1ª Vara Criminal. Primeiro, foram ouvidos o delegado titular da Seccional Centro, Jorge Carlos Carrasco, e o investigador Alexandre Lages. Carrasco garantiu que os detidos não sofreram agressão na delegacia. Lages afirmou que Fernando Asasinho dos Santos teria contado a um policial que o crime foi cometido por skinheads.
O comerciante disse que viu o grupo - cerca de 30 pessoas - aproximar-se de Silva e Neto e espancá-los por 40 segundos. Segundo Borges, os skinheads depois seguiram para Bela Vista, onde a polícia prendeu 18 acusados. Antes de indicar Sá, no entanto, Borges reconheceu outra pessoa.
A quarta testemunha, o restaurador de móveis Marcos Daniel Braga Fernandes, apontou Santos, Henrique Velasco, Edilene Aparecida Pereira Bezerra e David Alves dos Santos Júnior como seus agressores. Braga afirmou que foi atacado por ser homossexual.
Já o office-boy Abraão Godoi Teixeira reconheceu quatro pessoas. "Vi a loira (Regina) batendo com um soco inglês", disse ele, que tem passagem na Febem por tráfico de drogas. "Depois, Sá deu uma rasteira nele." De acordo com Teixeira, Velasco e Santos Júnior também bateram em Silva.
O juiz declarou que Borges deverá entrar no programa de apoio a testemunhas da Secretaria de Segurança. O promotor Marcelo Milani afirmou que as pessoas ouvidas mostraram provas suficientes para levar os réus a julgamento.
Mas para o advogado de Regina, Jurandy Santana da Rocha, não há indícios para a condenação. "As contradições nos testemunhos são muitas."


