Situação traumatiza usuários
Curitiba- Para os passageiros, os sucessivos atrasos de vôos que vêm sendo noticiados, desde o ano passado, só diminui a esperança de que o problema será resolvido e o interesse em utilizar o transporte aéreo. ''Os atrasos já viraram uma situação comum, infelizmente estamos nos acostumando com isso'', lamentou a fonoaudióloga Lia Veiga, de 47 anos, que, junto com a mãe, enfrentou quatro horas de espera, ontem, no Aeroporto Afonso Pena.
''A TAM remanejou a minha mãe para um vôo da Webjet, que ía para o Rio de Janeiro. Mas foi tudo muito estressante porque não informam nada direito, disseram que estava suspendo até segunda ordem'', disse Lia Veiga. ''O meu vizinho está viajando para São Paulo para embarcar só amanhã para Detroit (EUA), com medo de perder o vôo. Ele vai bancar estadia e alimentação, em São Paulo, prevendo que possa haver um atraso. É triste'', completou ela.
O marinheiro Henrique Alves, de 44 anos, também aguardava embarcar para o Rio de Janeiro, e contabalizava os vôos atrasados que já enfrentou, nos últimos tempos. ''O desgaste físico e mental do passageiro e o ônus de não poder cumprir compromissos é, muitas vezes, irrecuperável. Não vejo perspectiva de melhora, a sensação que tenho é que a crise vai durar por muito tempo'', criticou.
Com a filha no colo, a empresária gaúcha Elaine Ludtke, de 39 anos,''rezava'' que a volta para casa, em Porto Alegre, fosse mais tranquila do que a vinda dela para Curitiba, na quinta-feira passada, quando o trajeto durou dez horas. ''O avião não pôde pousar por causa da chuva, então os passageiros que íam para Curitiba seguiram até Campinas e só depois voltaram para cá. Fiquei traumatizada'', contou. ''O serviço aéreo decaiu bastante. No final do ano desisti de viajar para o exterior por este motivo. Agora, vou pensar duas vezes antes de pegar um avião'', confessou ela.(F.G.)





