Na Alemanha, onde as enchentes mataram 9 pessoas e deixaram cerca de cem feridos, continua o estado de emergência no leste do país, sobretudo nos estados federados da Saxônia e da Saxônia Anhalt, que temem o aumento do nível das águas do Elba em sua parte checa. ''O Elba trará à Alemanha o dobro de água que normalmente traz, a enchente tem que chegar a algum lugar (...) O que está ocorrendo agora no leste do país é só o começo'', alertou o meteorologista Joerg Kackelman.
O chanceler (chefe do Governo) Gerhard Schroeder, que está visitando as zonas mais atingidas, lamentou que as enchentes tenham destruído trabalho realizado no leste alemão desde a reunificação. ''O trabalho de dez anos foi destruído em uma noite'', disse.
Schroeder afirmou que os prejuízos chegarão a ''bilhões de euros''. O Governo aprovou ontem um plano de ajuda para as regiões do sudeste do país no valor de 385 milhões.
A situação de emergência chegou a Bratislava, a capital da Eslováquia, que se prepara para receber o grande volume de água do Danúbio.
A apenas 50 quilômetros, em Viena, o Danúbio alcançou, ao meio-dia de ontem, seu nível máximo, com quase oito metros de altura e 10.500 metros cúbicos de água por segundo, embora a maior parte da cidade tenha se salvado graças ao sistema de eclusas.
Mas a ilha do Danúbio, a ''Copa Cagrana'', que faz parte do sistema, está alagada desde anteontem, com dezenas de bares e restaurantes submersos em vários metros de água.
Segundo uma primeira avaliação das autoridades, os prejuízos causados pelas inundações em sete dos nove estados federados oscilam entre os 3 e os 6 bilhões de euros.
Na Romênia, três pessoas ficaram gravemente feridas na queda de uma pedra de quase uma tonelada sobre um automóvel numa estrada no centro do país, onde o tráfego foi dificultado pelas chuvas.
Na Rússia, o número de mortos em consequência das enchentes no litoral do Mar Negro chegou ontem a 62. Os serviços meteorológicos advertiram sobre outra tempestade iminente acompanhada de fortes tornados.
Oficialmente há 15 desaparecidos, mas o número final pode aumentar, pois as chuvas da semana passada arrastaram para o mar várias barracas de campings, com até 400 turistas.

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