Curitiba – O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP), disse ontem que a situação envolvendo o Aedes aegypti no Brasil não é de tragédia, mas preocupa. Ele participou, ao lado do prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), do secretário de Estado da Saúde, Michele Caputo Neto, e de autoridades do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, da abertura do chamado dia "D" de combate ao mosquito, que é transmissor da dengue, do zika vírus e da febre chikungunya. Na capital paranaense, as atividades começaram às 9h30, no Quartel General da 5ª Região, no bairro Pinheirinho. De lá, os participantes seguiram para a Rua da Cidadania do Boqueirão. Em outras 349 cidades polo do País também aconteceram ações.
"Evidentemente que essa movimentação é simbólica, porque não adianta apenas que a União, Estados e municípios se incorporem nesse trabalho. É preciso que o Brasil inteiro nele se incorpore. Portanto, é uma mobilização da sociedade brasileira. É preciso um trabalho permanente. Embora não haja uma tragédia em vista, há sim uma preocupação muito grande", afirmou. Segundo ele, o alerta pode significar uma mudança de hábitos por parte do brasileiro. "Temos que preservar o saneamento também não jogando pneus na rua, coisas nos rios e lagos ou lixos em lugar onde não deve", aconselhou.
O vice-presidente foi escolhido para viajar ao Paraná pouco mais duas semanas após sua última visita. Isso porque a ministra da Agricultura, Kátia Abreu (PMDB-TO), que viria ao Estado ontem, acabou pedindo para ficar no Tocantins com seus conterrâneos. Naquela ocasião, porém, o peemedebista cumpriu agenda da Fundação Ulysses Guimarães, ligada ao PMDB, que pretende lançá-lo candidato à Presidência da República em 2018. "Tive a honra de ser designado para cá e fiquei muito honrado. A presidente Dilma Rousseff (PT) está no Rio de Janeiro e determinou que ministros e demais autoridades do governo federal viajassem aos demais Estados", explicou.
Na rápida conversa com jornalistas, Temer se negou a comentar outros assuntos que não os relacionados ao Aedes. Ele lembrou que as doenças causadas pelo mosquito não atingem apenas o Brasil – "existe uma preocupação universal com essa possível endemia" – e disse ter conversado com o ministro da Saúde, Marcelo Castro (PMDB-PI), sobre a incidência de microcefalia associada ao zika. "Estamos cuidando de organizar centros de apoio às crianças que já tenham a microcefalia ou que venham a apresentá-la no futuro. Até solicitei ao secretario estadual (Michele Caputo) e ao Gustavo Fruet que Estados e municípios também se unam num trabalho posterior".

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