Londrina - No Paraná, o trabalho análogo à escravidão aumentou significativamente no setor da construção civil, principalmente nas regiões Sul e Sudeste do Estado. Para o procurador regional do Ministério Público do Trabalho (MPT-PR), Luercy Lino Lopes, a situação é ''preocupante.''
''Temos várias denúncias confirmadas. Há construtoras que estão trazendo trabalhadores do Nordeste com falsas promessas'', afirmou. No Estado, também existem casos na área rural. Segundo o procurador, a maioria das situações é registrada na colheita de erva mate e no trabalho de reflorestamento. ''Há trabalhadores que atuam em condições degradantes, sem nenhuma dignidade'', observou.
As cidades que apresentam maior índice de trabalhadores em condição análoga à escravidão são Palmas, General Carneiro, Tunas do Paraná, Cerro Azul, Doutor Ulisses, Irati e Guarapuava. No Paraná, as penas previstas para o empregador que comete esse tipo de crime são multa e reclusão de até oito anos. O empregador tem a opção de assinar um termo de ajustamento de conduta para evitar a abertura de uma ação civil pública.
Dados do MPT-PR mostram que no ano passado foram registradas 44 denúncias de trabalho escravo. Até maio deste ano foram 24. (Paula Costa Bonini/Reportagem Local)

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