Situação é comum nos dias de superlotação
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sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
No Hospital Dr. Anizio Figueiredo (Hospital da Zona Norte), que também enfrentou superlotação ontem, três macas do Samu eram utilizadas para internação de pacientes no início da tarde. Pouco antes das 18 horas, porém, a coordenadora de enfermagem, Denise Scanero Sardinha, informou que apenas uma maca era mantida no hospital. Sempre que tem superlotação acontece de termos que ficar com macas do Samu ou Siate, assim como às vezes macas nossas ficam retidas em outros hospitais.
A enfermeira afirmou que o hospital tenta liberar o equipamento o quanto antes, mas tudo depende do estado do paciente. Assim que a situação dá uma estabilizada e vemos que há condições de colocá-lo em uma poltrona ou cadeira, por exemplo, liberamos a maca; temos consciência que trata-se de um instrumento de trabalho utilizado nas ambulâncias. Segundo Denise não há como o hospital adquirir mais macas porque não há espaço físico para guardá-las.
O pronto-socorro do hospital tem capacidade para nove pacientes, mas na tarde de ontem mantinha 28 no total, sendo 16 deles internados ou em observação no corredor, em macas e cadeiras, e outros três na sala de urgência. Só estamos atendendo os casos urgentes, ressaltou a enfermeira.
Entre os pacientes que recuperavam-se sobre uma maca estava Jessica Xavier, de 21 anos. Internada desde a última terça-feira por causa de uma infecção nos rins, ela queixou-se da situação precária: Já não aguento mais, estou com dor no corpo, à noite não dá para dormir direito. É uma situação complicada.


