Londrina - O Paraná tem 177 delegacias de polícia que abrigam presos provisórios. Em julho, estavam alojados em situação precária nestas carceragens um total de 12.250 pessoas.
A situação que a Pastoral Carcerária, organização católica que acompanha a situação dos presos, classifica de ''caótica'', pressionou o governo para os investimentos anunciados este ano. ''Somos reféns de uma sociedade violenta. A gente gosta de ver o preso em condições subumanas. Para a grande maioria, quando o preso sofre, isso é sinômino de justiça'', disse o padre Edivan Pedro, assessor da pastoral.
Em Londrina, as condições de superlotação do 5º Distrito Policial, na Zona Norte, provocaram a reação até do delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Márcio Amaro, que disse que a Polícia Civil da cidade ''está de mãos atadas'' por não ter mais onde colocar os presos. Em um espaço para 24 detentos, havia 105 na semana passada.
Na tentativa de desafogar o 5º DP, a Sesp decidiu reutilizar a carceragem do 4º DP, na Zona Leste. O local também já sofre com a superlotação. Ontem, o número de presos já era mais que o dobro da capacidade de 24 presos. Ontem, estavam nas celas, 54 homens.

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