Situação de penúria
levou à mobilização
Mesmo com visíveis problemas na organização de suas lideranças, a paralisação dos caminhoneiros foi uma das manifestações de maior impacto das últimas duas décadas porque a situação dos profissionais estava insustentável. Os caminhoneiros decidiram parar depois de ver suas comissões corroídas por sucessivos aumentos do óleo diesel, pneus e manutenção, além de reajustes e proliferação dos pedágios.
Portanto, não foi necessária a organização de um movimento sindical abrangente, cuja ausência ficou clara na quarta-feira durante a reunião dos manifestantes com o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha. Na ocasião, alguns representantes da categoria sequer conheciam o ‘líder’ Nélio Botelho.
O próprio presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Clésio Andrade, reconheceu isso na avaliação a Fernando Henrique Cardoso. Explicou que era um movimento de base, que surgiu nos postos de combustíveis.

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