A trégua das chuvas do início da semana passada evidenciou um rastro de destruição e transtornos em Londrina. Vias interditadas, pontes afetadas e desmoronamentos foram apenas alguns dos problemas evidenciados. Houve registro de 28 quedas de árvores.
A administração municipal decretou situação de emergência.
  Com o solo encharcado, o Lago Igapó, cartão-postal da cidade, transbordou. Não chovia tanto assim em junho no município desde 1997. Os maiores problemas foram verificados ao longo da bacia do Ribeirão Cambezinho, um dos mais compridos da cidade, com cerca de 27 quilômetros de extensão, e seu represamento forma os vários lagos Igapó.
  Parte da barreira de proteção da Rua Almeida Garret, ao lado da barragem, desmoronou. O trecho já foi reaberto.
  A poucos metros da barragem houve o deslizamento de toneladas de terra para o interior do Ribeirão Cambezinho, às margens da Avenida Duque de Caxias. Centenas de peixes mortos foram retiradas do Lago Cambezinho, no interior do Parque Arthur Thomas. ‘‘Os peixes morreram dada a força da água. Eles foram lançados contra a estrutura de cimento da barragem e morreram esmagados. Nunca tinha visto nada igual’’,
disse o secretário municipal do Ambiente, Gilmar Domingues Pereira.
  A chuva provocou ainda o rompimento de uma tubulação de abastecimento de água na Zona Sul. Milhares de moradores do Jardim União da Vitória foram afetados.
O problema foi resolvido pela Sanepar em seguida.



● É o reconhecimento legal pelo poder público de situação anormal provocada por desastres; desburocratiza acesso a recursos estaduais e federais

● É um lago criado em Londrina em 10 de dezembro de 1959, dia do Jubileu de Prata da cidade, através do represamento do Ribeirão Cambezinho, como solução para o problema da drenagem, dificultada por uma barragem natural de pedra


O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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