Apucarana - O setor de confecções de bonés de Apucarana está preocupado com a repercussão que a ação do Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) pode causar nos negócios das empresas locais.
"Com certeza uma situação como esta atrapalha muito. Seguramente pode haver um prejuízo financeiro. Apoiamos que qualquer tipo de irregularidade tem que ser coibida mesmo. Porém, é importante ressaltar que foi fechado apenas um grupo pequeno de empresas. A cidade continua sendo a capital nacional do boné", ressaltou o coordenador do Arranjo Produtivo Local (APL), Jayme Leonel.
Apucarana tem 560 empresas no setor de bonés, sendo 150 fábricas. O município é responsável por 70% da produção nacional e emprega cerca de 8 mil pessoas de forma direta. Leonel afirmou que a cidade possui um estrutura formada por Sebrae, APL, sindicatos, Prefeitura e outros órgãos que estão aptos a auxiliar os pequenos empresários a formalizarem seus negócios.
"Hoje temos muitas fábricas com marcas próprias registradas e também empresas que revendem seus produtos para grandes magazines do Brasil. Há fábricas que já foram contratadas para produzir bonés para a Copa do Mundo do ano que vem", frisou o coordenador.

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