Situação alarmante nos hospitais de Londrina
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quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Silvana Leão <BR> Reportagem Local 
Curitiba - Os pronto-socorros dos hospitais de Londrina viveram mais um dia de superlotação ontem. A situação é alarmante desde a semana passada, quando a FOLHA noticiou que socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) estavam com dificuldade para receber as macas retidas nos pronto-socorros, justamente por causa da superlotação. O número de pacientes ontem à tarde nos Hospitais na Zona Norte (HZN) e Zona Sul (HZS) que atendem casos de média complexidade manteve-se, em média, no dobro de suas capacidades.
No HZN havia 15 pacientes internados ou em observação, para uma capacidade de sete leitos. Oito pacientes, portanto, eram tratados em macas ou cadeiras, no corredor. O hospital está recebendo apenas casos de urgência e emergência.
Situação parecida no HZS, onde 33 pacientes estavam internados ou em observação, no início da tarde. A capacidade do pronto socorro da instituição é para 18 pacientes. O diretor geral do hospital, Wilson Battini, informou que entre a 0 hora e as 13 horas de ontem foram atendidas 139 pessoas. Todo início de semana é mais difícil mesmo, não sabemos por quê, afirmou Battini.
O Hospital Universitário (HU) tem capacidade para 48 pacientes e na tarde de ontem mantinha 78, sendo que quatro aguardavam vagas para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). A Santa Casa, que mantém dois leitos no pronto socorro, mantinha na sala de emergência sete pacientes internados e 11 em atendimento ambulatorial, podendo ou não ficar internados. Já o Hospital Evangélico, que tem em sua sala de emergência capacidade para atender dois pacientes, tem mantido uma média de quatro pacientes no setor.
O secretário municipal de Saúde, Agajan Der Bedrossian, não foi localizado para falar sobre o assunto. O gerente do Samu e do Siate, Eduardo Capela Galeazzi, ressaltou que não existe uma razão patológica para a superlotação nos hospitais. O que percebemos, na prática, é que quando o clima fica mais quente e não está chovendo aumenta o número de chamadas pelo Samu, sinal que muitos deixam para procurar atendimento quando o tempo está bom e que há pacientes sendo atendidos nos hospitais que não precisariam estar lá.


