Na luta para a redução dos preços dos medicamentos que compõem o coquetel antiaids no mercado internacional, o governo brasileiro estará disponibilizando até o fim do ano um banco de dados pela Internet, cujo objetivo é comparar os valores praticados por diferentes empresas nos diversos países. De acordo com números apresentados durante o Fórum 2000 - Conferência da América Latina e Caribe em HIV/Aids, o preço de um mesmo produto pode variar em até 1000%.
Em razão dessa disparidade, o gasto anual com o tratamento de um paciente com o coquetel vai de US$ 2.568 a até US$ 9.168. ‘‘Com o banco de dados, os países poderão comparar preços e saber onde buscar o medicamento mais barato’’, afirmou ontem o coordenador do Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST)/Aids do Ministério da Saúde, Paulo Teixeira. O governo brasileiro já está fazendo licitação para escolher a empresa de informática que irá desenvolver o banco de dados. Teixeira espera ainda poder contar com a colaboração de outros países latino-americanos e caribenhos.
Uma parceria fechada ontem durante o fórum foi a dos empresários do Brasil, Argentina e Paraguai para a formação de um Conselho Empresarial do Mercosul em HIV/Aids. O Uruguai e o Chile já se comprometeram a aderir em breve. A idéia é desenvolver uma pauta conjunta de ações de prevenção à Aids nas empresas. ‘‘Essa parceria é muito importante porque alonga os braços e as pernas do governo, fazendo os programas terem uma abrangência e continuidade que dificilmente alcançaríamos’’, afirmou o coordenador do Programa Nacional de DST/Aids do Paraguai, Nicolas Aguayo. (A.E.)

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