Os frequentadores dos sete terminais turísticos da Costa Oeste podem se banhar mais tranquilamente neste início de ano. As praias artificiais do Lago de Itaipu contam agora com um controle semanal da qualidade da água por parte de técnicos da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e do Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
Desde novembro, a cada sete dias estão sendo colhidas amostras em três pontos diferentes de cada uma das praias. O principal objetivo é monitorar a proliferação das 60 espécies de plantas aquáticas que vivem no fundo do reservatório.
Depois de um bem-sucedido programa de tratamento do esgoto de propriedades rurais à margem de afluentes do Rio Paraná que deságuam no lago, Itaipu decidiu monitorar, com amostras regulares, a qualidade da água encontrada pelos banhistas. Até agora os resultados são animadores. De acordo com os técnicos, a água de 96% das amostras foi considerada boa ou ótima.
‘‘No entanto, continuaremos atentos, pois, com o aumento na frequência de banhistas, o quadro pode se alterar’’, lembra Luiz Dalmi Marenda, engenheiro químico do Departamento de Limnologia de Itaipu. O engenheiro lembra que praias como a de São Miguel do Iguaçu chegam a receber, em um domingo de sol, 15 mil visitantes. ‘‘Nestas condições é óbvio que a qualidade da água pode ser afetada’’, diz Marenda.
O trabalho de monitoramento está sendo feito por uma equipe multidisciplinar de 10 técnicos, entre biólogos, químicos e estatísticos. As praias controladas são as de Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu, Missal, Itaipulândia, Santa Helena e Marechal Cândido Rondon.
Em 1995, emergiu na superfície das águas do Balneário Ipiranga, em São Miguel do Iguaçu, uma grande quantidade de plantas aquáticas (alface d’água, egéria, salvínia e aguapé), assustando banhistas e alertando Itaipu.
‘‘Com o nível de controle atual, é muito improvável que aquilo volte a acontecer’’, assegura Marenda.Arquivo FolhaPraias do lago, que já chegaram a ter grande quantidade de plantas aquáticas, recebem até 15 mil pessoas aos domingos de solLúcio Flávio Moura
Especial para a Folha

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